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Metodologia de Desenvolvimento de Software. Qual utilizar? Do Fornecedor ou do Cliente?
Se você trabalha em uma Fornecedora de Serviços ou Produtos de TI que utiliza sua própria Metodologia de Gerenciamento de Projetos e/ou Metodologia de Desenvolvimento de Software para gerir seus processos internos, talvez já tenha passado por situações de conflito com alguns de seus Clientes ou Parceiros, já que cada um, tem as suas próprias técnicas e ferramentas de gestão. Isso se agrava mais ainda se o Fornecedor estiver alocado internamente no ambiente do Cliente, seja atuando como Fábrica de Software ou como Outsourcing.
Erros são cometidos por Fornecedores quando exigem que suas Metodologias sejam aceitas por seus Clientes.
Da mesma forma, acontecem com os Clientes que querem contribuir ou até exigir mudanças drásticas nos processos internos do Fornecedor de Serviços de TI.
Não se deve julgar o cliente quanto à sua postura e seus anseios, pois é sabido que a área de Tecnologia da Informação detém profissionais com perfil auto crítico, muito diferente de um “cliente comum” que quer apenas o produto ou o serviço entregue, não se importando como funciona a cadeia produtiva do fornecedor, que método é utilizado, a metodologia empregada ou outras técnicas.
Atuando em Fábrica de Software, nota-se que uma boa prática é atender aos pedidos do cliente apenas quanto às ferramentas, processos internos da companhia e das pessoas envolvidas no processo.
Como Fornecedor, pontue os pontos de intersecção das entradas e saídas dos processos com as do seu Cliente, de tal forma que haja um perfeita adaptação, transparente e ágil.
Isso é mais comum do que se possa imaginar. Por exemplo, em Gerenciamento de Projetos: um Plano de Projeto pode ser visto como uma saída do Fornecedor para uma entrada do processo de Aquisição do Cliente. Ou ainda, em uma metodologia RUP, onde artefatos de Requisitos podem ser a saída do Cliente, que automaticamente são transformados para o Fornecedor em uma entrada para Análise e Desenvolvimento.
Nos exemplos mencionados, cabe ao Fornecedor utilizar os templates de artefatos e documentação propostos pelo Cliente, respeitando as normas e procedimentos internos e nunca esquecer que cada empresa tem sua cultura e forma de atuação política e estratégica.
Lembre-se que adequar processo do Fornecedor ou do Cliente, devem incluir nomenclaturas, glossários, termos, idiomas utilizados e, devem ser consolidados e entendidos antecipadamente por todos.
Muito se verifica nos Fornecedores o não cumprimento dos seus processos ou a criação temporária de exceções, apenas para atender, um “aparente e inofensivo” pedido do cliente; isso é um erro grave, que pode facilmente levar o projeto ao fracasso.
Importante também mostrar ao cliente que a sua forma de atuar e desenvolver o seu produto ou serviço, terá a garantia e qualidade esperada.
Enfim, vale sempre lembrar que é extremamente saudável a boa conversa e entendimento entre Cliente, Fornecedor ou Parceiro antes de iniciar qualquer projeto.
E sempre atenda o Cliente quanto ao prazo, qualidade, custo e outros fatores definidos nos objetivos do projeto e boa sorte.
Autor: Adriano Martins Antonio, PMP




Fonte: PMG Solutions Consultoria e Treinamento em TI
www.pmgsolutions.com.br
Fortaleza – CE
“Da teoria à prática”