Quando falamos de implantação de processos, metodologia e frameworks, todos buscam base em boas práticas de empresas que detêm de bons resultados operacionais, financeiros, produtividades e principalmente, a capacidade de atender os objetivos da empresa.
Mas o que é boa prática? É detectar o que uma empresa está fazendo de melhor, através de um processo chamado de benchmarking, ou seja, fazer uma comparação entre empresas do mesmo tipo, porte ou finalidade, a fim de trazer os resultados compatáveis com a realidade de sua empresa.
Por exemplo: Não é justo comparar um banco com uma empresa de fabricação de peças para automóveis, ou ainda, um órgão público do Governo Federal, pois cada um terá seus objetivos e finalidades, sendo que uns venderão serviço, outros produtos, e alguns sem fins lucrativos.
Independente desta comparação, de suas diferenças, há algo em que em todas boas práticas são mencionadas, ou seja, um tripé, que serve como uma divisão lógica para balizar na sua implantação ou atuação de melhoria. E são eles: Pessoas, Processos e Tecnologia.
Pessoas
Toda boa prática de mercado busca mencionar quais são os melhores papéis e responsabilidades para viabilizar a execução de uma atividade, tarefa, etapa, procedimento ou projeto, através da discriminação das responsabilidades de um cargo, uma função, atribuição ou gerência. Geralmente há sugestões de divisão por grupo interdisciplinar, por processos, perfil comportamental ou técnica do colaborador, ou ainda, pela hierarquia.
Ferramentas
Este item é raramente explanado em sua plenitude, já que os detentores dos frameworks, processo ou metodologia, não são associados a nenhuma ferramenta especifica, salvo exceção do RUP (Rational Unified Process) e IBM ou do MOF (Microsoft Operations Framework) e Microsoft. De qualquer forma, não deixam máquinas, equipamentos e tecnologias, essenciais para aumento de produtividade e automatização dos processos.
Processos
Finalmente, o item de maior importância explanado nos atuais frameworks, principalmente da área de Tecnologia da Informação. Esta "perna" do tripé é o mais importante, tanto que muitas das metodologias insinuam que se existem problemas com pessoas é devido o processo mal ajustado ou definido, e ainda, quando gestores reclamam que os seres humanos são os responsáveis por defeitos e problemas nos ambiente de TI, as metodologias defendem que o problema é no processo, já que a criação de um novo processo poderia assegurar que algo problemático ocorresse no ambiente de TI.
Existe ainda um quarto tipo, largamente abordado na ITIL v3, o Parceiro, que brevemente será tratado em outro artigo.
De qualquer forma, todo framework ou metodologia que se preze, terá (ou deveria ter) como alicerce, este tripé.
Autor
Adriano Martins Antonio, PMP